domingo, 12 de janeiro de 2014

Afinal de contas, para onde estamos indo?


     Algumas coisas que acontecem pelo mundo às vezes me incomodam, ou melhor, chamam muito a minha atenção.
     Eu sempre acreditei e ainda acredito que a verdade não precisa ser imposta, simplesmente porque é a verdade, uma realidade absoluta e única, um fato consumado via de regra imutável e por fim, se assim não o fosse, como poderia existir no mundo real em que vivemos.
     O ditado, 'Onde há fumaça, há fogo' eu posso melhorar para “Onde há fumaça, houve fogo, há fogo ou haverá algum tipo de combustão em algum momento no tempo”.
     Eu fiz várias postagens onde direta e indiretamente envolve este tema; a manipulação da verdade que chega até a nós:
     Em novembro de 2011:
           E Deus fez a segunda escolha.
           E Deus fez a Luz...
           O Relativismo da Nossa Verdade e do Nosso Tempo.
      Em setembro de 2009:
           Os Relativismos da Verdade Única.
      Em abril de 2009:
           Uma Apologia à Hipocrisia Internacional
     Em resumo, se existe uma verdade (fumaça) algo realmente aconteceu, acontece, ou está para acontecer.
     Aquilo que será historicamente relatado deste evento (fumaça) como a verdade dos fatos, será escrito de conformidade com os interesses dos vencedores e pelos vencedores, apenas e tão somente.
     Nenhuma outra visão do acontecimento será admitida nesta verdade histórica senão esta.
     O relativismo da verdade está aí, ela é a visão monocular de um o evento que por ser pessoal tende naturalmente a distorcer a realidade do evento, na sua forma temporal, na sua forma local e na maneira como afeta o meio onde ocorre; transforma o evento em um relato ficcional, uma realidade fictícia, realidade esta que só trás benefícios aos interessados em mantê-la e que não esclarece coisa nenhuma além de nada trazer de benefícios para a humanidade como um todo.

     Tenho por princípio básico em minhas linhas de raciocínio que toda a verdade que precisa ser imposta (para um ou para todos) por qualquer que seja o meio imaginado, tem algo de errado em algum lugar; em algum ponto esta verdade é uma mentira, para não dizer uma fabulosa fábula.
     A verdade é sempre um único evento, o seu relativismo está na forma como é relatada e por quem foi relatada; ela, assim continuará a ser até o dia que houver uma forma coletiva de se descrever um evento qualquer, por exemplo:

          Todos para um ou todos para todos e não na forma como a conhecemos agora e hoje, de Um para um ou um para todos.
      Esta semana, na França, houve uma resolução da suprema corte francesa cancelando o show de um humorista patrício, fundamentada na lei que rola pela Europa, a qual considera um crime qualquer negativa ou especulação sobre a verdade do Holocausto judeu na mesma Europa, sob a acusação de incentivar, fazer apologia o racismo.
     Vejam só a incoerência gritante disto Tudo.
     Não foi a França que guilhotinou um incontável número de pessoas no arrasto da Révolution Française, (1789-1799) para justificar o lema Liberté, Egalité, Fraternité.
      E não é que esta mesma frança, aquela da Révolution Française, hoje não só aceita como considera certo e justo a aplicação uma imposição legal de validade sobre um acontecimento (relato) histórico, ocorrido em território francês, colocando obstáculos legais a qualquer discussão sobre o referido tema, restringindo com isso a liberdade de expressão e pesquisa de seu próprio povo, este mesmo povo francês, cujas origens Vitor Hugo tão bem descreve!
Devise républicaine " Liberté, égalité, fraternité ", proposée par Robespierre à la Convention nationale le 5 décembre 1790 et placée par J. N. Pache sur les murs des édifices publics parisiens.
Hector Fleischmann, La guillotine en 1793, Paris: Librairie des Publications Modernes, 1908
     Aí tem coisa, a lá isso tem mesmo.
     Se esta moda europeia pegar no resto do mundo (aquele lance do “antecedente legal”), preparem-se para encarar os maiores absurdos físicos, políticos e legais nos anos vindouros.
     Se povos tidos e havidos como livres e democráticos, sujeitam-se a esta absurda e obscura imposição, a este barbarismo medieval, a este feudalismo comercial do intelecto e dos direitos humanos, como gado vacum indo para um matadouro, o que será do resto do mundo que este primeiro mundo nem mesmo sabe que existe.
Óleo sobre madeira - 71 × 56 cm - Museu Carnavalet - Rue de Sévigné, Paris, France
     Pensando bem eu acho que todo o gado vacum do planeta devia pedir cidadania Indu e para a Índia se mudar imediata e permanentemente.
     La vaca é sagrada.
     E como se diz por aqui, no planalto de Piratininga, “No Ceará não tem disso não”.
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